Guia Completo para Escrita de Artigo Científico
- ProfJL

- há 7 horas
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Como qualquer outra habilidade, ninguém nasce sabendo escrever um artigo científico: é uma atividade que exige prática. Você vai errar, vai levar dura de revisor (ou do seu orientador), porém vai se desenvolver e vai criar também um padrão próprio de escrita. A boa notícia é que existe uma estrutura por trás, e, quando você entende essa estrutura, fica mais fácil ter sucesso nos primeiros artigos científicos.
Neste guia eu vou passar pelas seções de um artigo, mostrar exemplos reais, indicar ferramentas de escrita, falar do uso (e dos perigos) da inteligência artificial e, por fim, discutir onde publicar. Tudo isso é uma coletânea da minha experiência. Alguns podem discordar e propor estruturas um pouco distintas (é normal). Na Engenharia Elétrica, Eletrônica e Computação, essa estrutura tem dado muito certo nos meus trabalhos e nos dos meus parceiros pesquisadores.
Afinal, qual é a ideia de um artigo científico?
Um artigo científico geralmente tenta responder a uma pergunta e criar uma base para que outros pesquisadores desenvolvam um tema ou um produto.
Só isso. Uma pergunta e evidência suficiente para alguém checar se você está certo. Se o seu texto não tem uma pergunta clara por trás, provavelmente ele ainda não é um artigo. Sem uma pergunta clara é difícil a aprovação em uma boa revista.
E essa pergunta pode ser respondida de várias formas: um experimento em bancada, uma simulação, um estudo de caso, ou até uma revisão bibliográfica bem feita.
Uma dica prática antes de começar a escrever: tente escrever a sua pergunta de pesquisa em uma frase só. Se você não conseguir, o trabalho ainda não está maduro.
É importante destacar que um trabalho muitas vezes tem mais de uma pergunta correlacionada.
Existem perguntas também que geram contribuições que não são suficientes para uma revista, porém pode ser interessante para um congresso, com o tempo você vai ter maturidade para diferenciar.
Trazendo um exemplo, peguei um artigo que sou autor listado em [1] publicado no CBENS e na Revista Brasileira de Energia Solar que seleciona os melhores artigos do congresso (nesse caso, podemos ter publicações em dois locais). Este trabalho é muito simples, porém, tem uma pergunta e um objetivo.
A pergunta é: “A planta FV da Extecamp (22,95 kWp) está gerando conforme o projetado? Os softwares HelioScope, PV*SOL e PVsyst produzem estimativas próximas entre si e próximas da geração real?”
Percebam que aqui temos uma pergunta inicial que não tem contribuição científica, porém, através dela, chega-se a uma pergunta que é do interesse da literatura: testar o conjunto de softwares. É algo simples de fazer, mas que rende uma boa discussão em um congresso.
As partes de um artigo
A estrutura clássica, que serve para a maioria dos artigos de engenharia, é esta:
Resumo
Introdução
Trabalhos Relacionados (ou Revisão da Literatura)
Metodologia (ou Materiais e Métodos)
Resultados e Discussões
Considerações Finais
Referências
Cada seção tem uma função específica. E o erro mais comum de quem está começando é misturar as funções: colocar resultado na metodologia, colocar opinião no resultado, colocar metodologia na conclusão. Vamos por partes.
Como escrever um resumo
O resumo é a parte mais lida e na minha opinião a mais importante. É ele que decide se alguém vai abrir o seu PDF ou passar direto.
As regras básicas
Deve ser curto, em geral, no máximo 250 palavras (olhar as regras do congresso ou revista);
Deve ser um parágrafo único, com as partes costuradas em zigue-zague, usando palavras de conjunção para dar fluidez ao texto;
Deve conter 6 partes: descrição/contexto do tema; desafio/oportunidade/problema; objetivos; metodologia; resultados; conclusão.
Essa lógica de seis partes é o esqueleto. Se você seguir ela na ordem, escrevendo uma ou duas frases para cada, o resumo praticamente se escreve sozinho. Aliás, dica: escreva o resumo por último.
O zigue-zague que falei, é o seguinte: a ideia é fazer com que a informação apresentada no final de uma frase se torne o tema da frase seguinte, criando uma corrente de ideias.
Exemplo:
Frase 1: Sistemas fotovoltaicos têm sido cada vez mais associados a técnicas de detecção de anomalias.
Frase 2: A detecção de anomalias é importante porque permite identificar falhas em estágio inicial.
Frase 3: Essas falhas podem ser reconhecidas por métodos baseados em aprendizado de máquina.
Frase 4: Tais métodos possibilitam reduzir perdas de geração e custos de manutenção.
Um exemplo de resumo comentado
Veja um resumo real, publicado, com as seis partes destacadas. É do mesmo artigo [1]. Esse resumo poderia ainda ser melhorado como vamos comentar mais adiante:
[Contexto] A energia solar fotovoltaica (FV) tem se destacado com um crescimento exponencial na matriz energética brasileira, e devido a isso vem recebendo grandes investimentos em pesquisa. [Problema/oportunidade] Na Universidade Estadual de Campinas, o Projeto Campus Sustentável efetuou a instalação de 11 plantas FV, distribuídas em diferentes edificações da universidade, com o objetivo de realizar pesquisas na região de Campinas – Brasil. [Objetivo] Dessa forma, este artigo apresenta o resultado de simulações da planta FV de uma das instalações FV, a Escola de Extensão da Unicamp (Extecamp), que possui potência instalada de 22,95 kWp. [Metodologia] A simulação foi realizada em diferentes softwares visando obter dados para análises futuras e verificar se a instalação FV funciona como projetado. Para isso, foram utilizados os softwares HelioScope, PV*SOL e PVsyst para as simulações, e em seguida comparados os resultados com os meses contendo os valores de geração real da planta FV. [Resultados] Como resultado, as três simulações apresentaram desempenho satisfatório, com geração próxima aos valores de monitoramento da planta real. [Conclusão] Portanto, a planta FV está funcionando conforme projetada, e as principais características dos três softwares foram apresentadas como contribuição do artigo [1].
Beleza, perceba que esse resumo é direto, e é possível entender bem a ideia do artigo, porém poderíamos melhorar duas coisas: Problema e Resultados.
Em problema/oportunidade faltou destacar que existia a necessidade de verificar se a planta estava funcionando adequadamente então poderia ser: [Problema/oportunidade] Essas pesquisas dependem de plantas instrumentadas para validação, e é nesse contexto que o Projeto Campus Sustentável instalou 11 plantas FV em diferentes edificações da Universidade Estadual de Campinas, em Campinas – Brasil. Uma vez instaladas, porém, duas questões permanecem em aberto: se a planta opera conforme o projetado e se os softwares de simulação empregados em projeto conduzem a estimativas equivalentes.
Nos resultados, o que poderia ser modificado, é adicionar um valor numérico e não apenas falar que as simulações apresentaram desempenho satisfatório. Com isso, ficaria mais robusto.
Como escrever a introdução
Existe uma relação direta entre o resumo e introdução nos meus artigos. Logo, quando faço a introdução ela se torna a base para o resumo. 5 partes do resumo também estarão na introdução. Recomendo no mínimo 5 parágrafos.
A única parte que você não vai colocar na introdução são os resultados, e a conclusão ela é as contribuições;
A introdução deve descrever a lacuna e estabelecer a lacuna;
O penúltimo parágrafo mostra o objetivo e como você pretende abordá-lo;
O último parágrafo lista as contribuições científicas, em bullet points, com até 100 caracteres cada frase.
A ideia central da introdução: por que isso importa e o que falta?
Esse "o que falta" é a famosa lacuna. É o ponto mais difícil e o mais decisivo. Não basta dizer que o tema é importante, pois todo tema é importante para quem escreve sobre ele. Você precisa mostrar que existe algo que a literatura ainda não resolveu, e que o seu trabalho ataca justamente essa brecha.
Frases do tipo "poucos trabalhos abordam..." ou "ainda não há consenso sobre..." só funcionam se vierem acompanhadas de referências que sustentem a afirmação. Senão o revisor devolve na hora perguntando: poucos quantos?
E aquela lista final de contribuições faz uma diferença enorme. Ela obriga você a responder, de forma objetiva, o que o mundo ganha com o seu artigo. Se você tiver dificuldade de escrever três bullets de contribuição, é sinal de alerta, esse alerta é que você não tem um artigo ainda.
Como escrever a revisão da literatura
A dica para uma boa revisão na literatura é fazer cada parágrafo começar por um conceito, uma abordagem ou um problema, e as referências entrarem como apoio.
Não recomendo transformar a revisão em uma lista de fichamentos. "Fulano fez isso. Ciclano fez aquilo. Beltrano fez aquilo outro." Isso não é revisão, é catálogo.
A diferença na prática:
Ex: "Métodos baseados em aprendizado supervisionado alcançam boa acurácia, mas dependem de bases rotuladas extensas [Silva 2020, Costa 2022]."
Percebe? A frase começa pela ideia. As referências chegam depois, sustentando. Quando você escreve assim, a revisão vira argumento.
Uma dica de ferramenta
O Consensus (consensus.app) ajuda bastante a encontrar evidência sobre uma afirmação específica. Mas cuidado na hora de criar a citação: acesse o DOI, abra o artigo e confirme os dados.
Como escrever a metodologia
Pense na metodologia como a receita do trabalho. Ela precisa estar descrita com detalhe suficiente para que outra pessoa consiga replicar o que você fez sem precisar te mandar e-mail perguntando qual era o passo do experimento.
Três perguntas guiam a seção:
Com o quê? (equipamentos, softwares, base de dados, materiais)
Como foi feito? (procedimento, parâmetros, configurações)
Como foi validado? (critérios, métricas, comparação)
Regra: Usar verbos no passado e nada de opinião. A metodologia descreve o que foi feito, não o que você acha do que foi feito.
Outra dica: Vai escrevendo a metodologia enquanto o trabalho está acontecendo (mesmo que seja um rabisco).
Como escrever resultados e discussões
Basicamente, é mostrar o que você encontrou e explicar o que aquilo significa. A parte de "mostrar" costuma ser tranquila. A parte de "significar" é onde separa o artigo bom do artigo mediano.
Erros comuns
Discutir resultado que não foi mostrado. Se você comenta algo, a figura ou tabela correspondente precisa estar ali.
Esconder limitação. Isso não protege o trabalho, e o revisor vai achar a limitação de qualquer jeito. Assumir a limitação e explicar seu impacto passa muito mais credibilidade, e isso pode te ajudar a ter mais citações no final das contas...
Confundir correlação com causa. Duas curvas que sobem juntas não provam que uma causa a outra. Cuidado com o "portanto" apressado.
Um bom hábito é escrever primeiro só os fatos ("a geração medida ficou 4% abaixo da simulada") e depois, em uma segunda passada, acrescentar a interpretação ("o que pode ser atribuído a..."). Assim você não mistura observação com hipótese dentro da mesma frase.
Como escrever as conclusões
As conclusões descrevem o que foi observado ao longo de todo o estudo. São textos de poucos parágrafos, que retomam o objetivo, o que foi feito no trabalho e a discussão dos principais resultados. Não é lugar de resultado novo nem de referência nova.
Veja um exemplo real:
Este trabalho contribuiu com informações sobre otimizadores de potência para sistemas fotovoltaicos conectados à rede. O artigo mostrou como os POPS podem atuar em diferentes locais, verificando o seu comportamento em um sistema FV urbano em comparação com outras arquiteturas. Foram realizadas diversas simulações no software PV*SOL, analisando-se a influência do sombreamento para cinco cidades, utilizando-se dois modelos de POPS. Como resultado, os melhores desempenhos de otimização foram 10,84 % para sistema com SolarEdge em Sete Lagoas-MG e 7,17 % para sistema com Tigo em Curitiba-PR, locais em que se apresentaram elevadas perdas com sombreamento. Os menores Op ocorreram na cidade de Belém-PA, com 7,69 % para SolarEdge e 4,92 % para Tigo, em virtude do bom índice solarimétrico desse local, fator que ajudou a se obter maior conversão de energia mesmo em situações com sombreamento, o que causa a redução do Op. Assim, a arquitetura com POPS é indicada como possível solução, principalmente, para locais com índice solarimétrico baixo, com facilidade na formação de nuvens e com situações de sombreamento. Recomenda-se sempre a realização de simulações para decidir a necessidade de aplicação dos otimizadores em cada local e sistema. Otimizadores podem ser uma boa opção para aumentar a eficiência de um sistema fotovoltaico e podem passar a ser empregados em larga escala num futuro próximo, principalmente com a tendência de redução do custo da eletrônica de potência. [2]
Repare na sequência: contribuição, o que foi feito, principais números, interpretação, recomendação prática e perspectiva futura. É um roteiro que você pode reaproveitar em praticamente qualquer artigo.
Uso de referências
As referências são o que embasa e valida o seu trabalho. Elas são a diferença entre "eu acho" e "está demonstrado". Alguns pontos importantes:
Em textos científicos, não pega bem citar sites desconhecidos, blogs ou Wikipédia;
As fontes mais confiáveis são artigos científicos que passaram por avaliação de pares;
Livros também são ótimas referências, principalmente para conceitos consolidados;
Para artigos publicados em revistas, as referências precisam ter qualidade: DOI, ISSN e, preferencialmente, bom fator de impacto (> 0,8 quando possível);
A quantidade varia muito conforme o tipo de estudo. Tem trabalho em que 10 referências bastam, e tem revisão que precisa de 300 ou mais.
IEEE ou ABNT?
Existem diversos modelos. Os dois mais comuns por aqui:
ABNT: as citações usam nome e ano no texto. Ex: "tal e tal (Fulano, 2020)";
IEEE: usa numeração, o que facilita bastante a utilização das referências. Ex: "tal e tal [1]".
Na engenharia elétrica, o IEEE domina. E vale muito a pena usar um gerenciador de referências desde o começo r,organizar 60 citações na mão, na véspera da submissão, é um sofrimento evitável. Recomendo o Zotero (https://www.zotero.org/).
Ferramentas para escrita
Word (ou LibreOffice Writer)
É o mais simples para quem sempre usou Word. O problema é que você vai ficar ajustando o modelo manualmente o tempo todo: margem, numeração, posição de figura, formato de referência.
Na prática, eu só uso o Word se o congresso exigir, porque o artigo perde muita qualidade gráfica (o suporte a figuras vetoriais é limitado) e a formatação fica bem inferior à do LaTeX, que vou apresentar a seguir. Revistas de engenharia, sempre usam LaTeX, pelo menos na Elétrica e Computação.
Overleaf (LaTeX) – overleaf.com
Na minha opinião, é a melhor opção, porém difícil no começo, não vou mentir. A vantagem é que, ao colar o texto no template, o artigo já sai formatado. Isso facilita demais a escrita de textos grandes, como TCC, dissertação e tese.
O Overleaf é uma plataforma web para escrever em LaTeX, direto no navegador, sem instalar nada;
A qualidade de diagramação, figuras e texto é muito superior usando LaTeX, desde que use imagens boas, em EPS preferencialmente;
Eu recomendo fortemente aprender LaTeX.
No início, você pode se apoiar em sites para gerar equações e tabelas:
Equações: codecogs.com/latex/eqneditor.php
Tabelas: tablesgenerator.com
E recomendo usar o plug-in do Grammarly, que ajuda bastante na qualidade do texto.
Uso de IA na escrita científica
Vamos falar disso abertamente, porque todo mundo já está usando, e se usado de maneira inteligente vai ajudar muito. As ferramentas que aparecem com mais frequência no dia a dia:
Consensus — busca de evidência científica;
NotebookLM — organização e leitura de um conjunto de fontes;
Grammarly — revisão de gramática e estilo;
ChatGPT;
Claude.
A regra que eu sigo e recomendo: use IA para organizar ideias, melhorar clareza, sugerir estrutura, revisar redação e até traduzir. Não use para gerar fatos, números ou referências sem verificação. Toda citação precisa ser aberta, lida e conferida no DOI. Sempre.
E o óbvio que precisa ser dito: o pensamento científico continua sendo seu. A IA acelera a escrita, não substitui a pesquisa. Verifique também as políticas de uso de IA da revista ou do congresso para onde você vai submeter, porque várias já exigem declaração explícita.
Onde publicar?
A primeira pergunta a se fazer é simples e sincera: o seu resultado está consolidado ou ainda está prematuro?
Congresso
Resultado parcial, ideia em amadurecimento;
Gera discussão e retorno de pares;
Ciclo rápido, contato direto com a comunidade;
Pode evoluir depois para revista.
Revista
Resultado consolidado, contribuição fechada;
Revisão mais rigorosa, ciclo longo;
Maior impacto e visibilidade.
Congresso é ótimo para testar a ideia com a comunidade antes de fechar o pacote. Você apresenta, alguém faz uma pergunta que você não tinha pensado, e o trabalho melhora. Revista é para quando a história já está completa.
A regra inegociável: publicação duplicada não é permitida
Extensão de congresso para revista é possível, sim, mas passa por pente-fino. Você precisa demonstrar avanço substancial em relação à versão anterior, citar o trabalho original e, em geral, declarar o percentual de conteúdo novo. Não é copiar e colar acrescentando duas figuras. Ou, existe o caso do congresso ter uma revista própria onde publica os melhores trabalhos, e isso é dito na revista e edição.
Qualis: entendendo a classificação
Os periódicos são classificados por área nos estratos A1 · A2 · A3 · A4 · B1 · B2 · B3 · B4 · C, sendo A1 o mais alto. A consulta é feita na plataforma Sucupira, da CAPES.
A classificação varia conforme a área de avaliação: a mesma revista pode ser A2 em uma área e B1 em outra;
O Qualis serve para avaliação de programas de pós-graduação, mas não é a única medida de qualidade;
Complemente a análise com fator de impacto, percentil do JCR ou Scopus.
Escopo é eliminatório
Artigo fora do escopo é rejeitado sem revisão (desk rejection), por melhor que seja. Já vi trabalho excelente voltar em uma semana só porque foi enviado para a revista errada. Antes de submeter:
Leia o aims and scope da revista;
Verifique os últimos números publicados;
Confira se os seus próprios artigos de referência foram publicados ali. Se a bibliografia que você cita mora naquela revista, é um bom sinal.
Ferramentas para encontrar a revista certa
Elsevier: journalfinder.elsevier.com
Springer: link.springer.com/journals
Wiley: journalfinder.wiley.com
Todas funcionam de forma parecida: você cola o título e o resumo, e elas sugerem periódicos compatíveis. Não é resposta final, mas economiza muito tempo.
Para fechar
Escrever artigo melhora com repetição, com leitura de bons artigos da sua área e com a coragem de mostrar o rascunho para alguém antes de submeter. O primeiro artigo é sempre o mais difícil, e é normal que seja. No começo tinha vergonha dos meus primeiros artigos, hoje percebo que fizeram parte da minha evolução como pesquisador.
Se eu tivesse que resumir tudo isso em quatro linhas, seriam estas:
Tenha uma pergunta clara e evidência suficiente para respondê-la;
Respeite a função de cada seção e não misture as coisas;
Cuide das referências como se o revisor fosse conferir uma por uma;
Escolha o veículo pelo escopo e pela maturidade do resultado, não só pelo estrato.
E, no fim das contas, submeta, sem medo.
Referências discutidas nos Exemplos
[1] MACHADO, G. M. V.; SILVA, J. L. S.; MOREIRA, H. S.; VARGAS, T. N.; PRYM, G. C. S.; VILLALVA, M. G. Estudo de Caso de um sistema fotovoltaico instalado no campus da Unicamp em diferentes softwares de simulação. In: VII Congresso Brasileiro de Energia Solar (CBENS 2020), 2020, Fortaleza. Anais do Congresso Brasileiro de Energia Solar, 2020.
[2] SILVA, J. L. S.; MOREIRA, H. S.; MESQUITA, D. B.; REIS, M. V. G.; VILLALVA, M. G. Study of Power Optimizers for grid-connected photovoltaic systems. IEEE Latin America Transactions, v. 17, p. 127-134, 2019.





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